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Tem uma parte da pobreza que se vê ao longo dos 4.000 quilômetros de Sertão que desespera, que é quando você se depara com brasileiros que não têm as suas necessidades mais básicas atendidas. Casas pobres, pouca comida, escola longe, posto de saúde precário, estradas abandonadas (a Belém-Brasília é uma vergonha nacional), enfim, uma condição de vida que ninguém deveria ter.


Tem uma parte da pobreza que se vê que irrita, porque está claro que resolver essa miséria é plenamente possível, está tudo muito próximo, a terra está ali, a riqueza está ali, precisa só ser distribuída direito. Os cenários onde a nossa miséria habita são simplesmente deslumbrantes, irreais. A gente pensa naqueles paisecos da Europa ou da América Central que vivem e vivem bem só de turismo e percebe como é estúpido existir pobreza num país multimilionário como esse, com bilhões de possibilidades ao alcance da mão, não só no turismo, mas também na agricultura, na pecuária. Aliás, anote-se: o dinheiro não está mais em São Paulo, mas em Goiás e no Tocantins. Não dá pra acreditar na quantidade de fazendas enormes, no plantio abundante e na quantidade astronômica de cabeças de gado que tem por lá.


Agora, tem uma parte da pobreza que se vê que anima, que até dá orgulho: o Haiti não é aqui, a África também não. A miséria brasileira não tem aquela cara pesada, carregada que o cinema nacional filmou. Nossa miséria é triste porque é miséria, mas ela tem som de forró, olhar faceiro e inteligência sertaneja. Acima de tudo, nosso povo tem beleza, sensualidade e humor.


Este é um país alto-contrastado como a luz do Sertão.




Adriana e suas filhas



Se o fotógrafo fosse bom teria clicado um micro-segundo antes...


Quem disse que não tem tristeza no Sertão?


Umas brasileiras



Delis Manoela. Adora uma câmera e sabe se relacionar muito bem com ela.






Uns brasileiros



Um clichê válido.


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