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Tem duas Pragas, uma que eu adorei, outra que não gostei nem um pouco. A que eu adorei é a desse visual incrível, com uma arquitetura soberba, cada prédio tem uma bossa, um detalhezinho a mais, uma personalidade única, e a junção deles todos é mais magnífica ainda. Mas além disso tem uma Praga com resquícios de terceiro mundo, (ou na verdade de segundo), com o povo lá embebido num mau humor contagiante, um atendimento burocrático e desatento. Eu e a Monica encrespamos várias vezes lá (eu mais do que ela, claro), mas é, pra dizer o mínimo, irritante a forma como você é tratado naquela cidade. E é uma pena, porque a cidade é linda.

































































No centro de Praga nenhuma rua aguenta ficar reta por mais de 50 metros... É fácil se perder lá dentro por causa disso, mas o que vale é que quanto mais você se perde, mais você curte e se surpreende com as belezas da cidade.























Fotografei essa sinagoga só pros meus amigos judeus não acharem que eu sou anti-semita porque só fotografo igreja. (mas cá entre nós, apesar de eu ser ateu-agnóstico-ortodoxo praticante, em matéria de arquitetura sou Católicos Futebol Clube desde criancinha, e diria que meu time é imbatível.)





Isso é outra coisa que impressiona lá, não só porque tem mais pedintes na rua do que em qualquer outra cidade européia que visitamos, mas principalmente por causa da postura deles. Eles não falam nada, raramente olham pra frente, só ficam abaixados com um pote na frente esperando uma esmola. (sim, claro, tem um Photoshop forte nessa foto)













































































Esses prédios são mais legais nas fotos do que ao vivo...

















Isso daqui é a cara de Praga, ou melhor, de "uma" Praga: DON´T TOUCH! (exclamação) Não tá faltando um "please" nessa placa?














































Fora a língua, né... Não dá pra levar à sério um idioma que tem acento circunflexo em consoante, e ainda por cima de ponta cabeça!! Fala sério...



















Adorei essa minha cara de metido que saí nessa foto (eu posso ser metido porque eu sou cliente...) e adorei a cara de italiano safado com sono da próxima.












Como a exceção que existe pra confirmar a regra, cruzamos com essa garçonete animadíssima, super gente fina, que nos ensinou uma frase em tcheco, alguma coisa do tipo "o rato roeu a roupa do rei de Roma" na língua deles. Veja que impagável!
















































































































Achei lindo esse cemitério, fiquei com vontade de morar aí...




Bom, essa foto é da série "isto é Monica", olho pra um lado, olho pro outro, cadê a Monica? Quando vejo ela tá garrada no papo com essa mulher que não falava uma palavra sem ser em tcheco, falando com a Monica que não fala uma palavra de tcheco. Mas elas se entenderam! Ficaram amigas, até.


















Achei bonito esse aqui também, mas gosto mais do meu.


















































































Me telefona e pergunta por quê eu estava sem o símbolo soviético no meu gorro aí em Praga. É uma história interessante, mas muito comprida pra escrever aqui.


















Nunca tinha visto ao vivo esses tocadores de copo.




























Isso é um flagrante de uma pessoa totalmente sem personalidade. Um monte de gente ia lá e passava a mão nessa estátua. A Monica nem sabia se era pra dar sorte, ou se dava azar, ou se era pra ganhar mais dinheiro ou arranjar marido (que ela já tem um ótimo) mas foi lá e passou a mão também. Oh, Maria-vai-com-as-outras...






















As pessoas jogavam comida e em troca os pássaros faziam um fantástico show de acrobacia aérea.





















































E tudo isso muuuuito bem acompanhado...


















Essa aqui é a famosa Rua do Ouro. Em pouco tempo você descobre que ela tem esse nome por causa da grana que você deixa nas lojinhas que tem lá... cada coisa linda, não tem como resistir...
















Isso daqui eu realmente fiquei curioso: pra quê servia essa armadura da Petystil? Pra tipo quando o moleque quisesse um dia acompanhar o pai no escritório?




Instrumentos de tortura medievais. Os mano pegavam pesado...




Perigosíssima...
























Essa é a Catedral São Vito. Bem mais bonita por fora do que por dentro, achei eu.











































































































Os 3 momentos básicos: procura, acha, fica feliz e orgulhosa.




















































Olha da onde o Walt Disney tirou a idéia... A Igreja Tyn.












































A antena é até bonita, apesar de destoar do resto de Praga. Mas o que pega mesmo nela são esses bebês com o rosto amassado, prontos pra despencar lá de cima. É meio estranho... (ou seria kafkaniano e eu que não percebi?...)

























Vale o visual lá de cima, ou valeria mais se não fossem dois vidros sujos a nos separar de Praga...



























Temos que confessar que não anotamos a porra do nome dessa igreja. Mas o que demos soa como tcheco, não soa?













































Se fosse pra escolher um, diria que esse é o prédio que mais me impressionou em Praga.

































































As duas igrejas São Nicolau (ou São Nicolas, segundo a Monica) foram construídas pelo mesmo arquiteto.







































E aqui conheci a igreja mais deslumbrante (pelo menos por dentro) que já vi na vida, superando a Duomo de Milano (que por fora ainda é insuperável) mas que até então era pra mim o grande artilheiro do Católicos Futebol Clube. Essa São Nicolau é simplesmente um arraso, dá até vontade de rezar uma ave maria.















































































































Foi aqui o palco principal da Primavera de Praga.







































Essa é a "grande memória" que eles guardaram do comunismo, um museu chinfrim e até tendencioso, que certamente não por acaso fica nos fundos de um McDonnalds. Na praça Venceslau está a placa em homenagem ao estudante que se imolou em protesto à invasão soviética. Das décadas que o comunismo reinou naquele país sobrou... esse museu, e o mau humor funcionalista do povo.

Eu nunca fui um grande comunista, mas por muito tempo na minha vida acreditei no socialismo, achava que o Brasil deveria ter essa experiência, até pelo seu peso na América Latina. Não me arrependo do que já sonhei no passado, porque sonhei a coisa certa na hora certa. Hoje, depois da queda do Muro, depois dos esquerdistas no poder aqui e principalmente depois dessa viagem a Berlim e Praga, me sinto 100% divorciado dessa ideologia, que não foi capaz de trazer pro mundo nem um centésimo do que prometia. Hoje me considero um liberal, antes de mais nada um democrata, e democracia é uma coisa que eu simplesmente não negocio.
A história do socialismo foi repulsiva, como a de qualquer outro regime autoritário de direita. Conversando com as pessoas, sentindo o clima, e vendo o que sobrou de "saudades" naqueles povos, percebi que na verdade o Socialismo é um sistema onde o povo é propriedade privada do Estado. A mim não serve.

























































Numa noite fomos ver um espetáculo de Black Light, mas era muito meia boca. Na seguinte fomos no famosíssimo Lanterna Mágica, mas era tedioso, insuportável, datado e chato pacas. Mas pra compensar na última noite fomos a um clube de jazz, o Reduta, (que foi onde o Bill Clinton deu uma canja). Que acerto!! Muito, mas muito legal. Se não fosse o sono e a exaustão ficaria lá até raiar o dia curtindo o som dos caras.











































Esse daqui é o produtor da casa (ou daquela banda, não lembro), um pianista alemão que mora em Praga há 30 anos. Num intervalo fiquei levando papo com ele e foi muito legal, ele já tinha tocado com Jobim (se encantou quando disse que eu era brasileiro) com Stan Getz e mais uns feras. Perguntei pra ele como é que o jazz e seus clubes eram tratados durante o regime comunista, e ele me disse que... Bom, é uma história longa. Me liga que eu te conto a resposta dele. E não deixe de ver o videozinho final.







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