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Boa viagem!





















































A Monica não pode ver um bando de homem fardado que ela vai atrás. Em Paris o ano passado foi a mesma coisa com um grupo de soldados. Aí tive que gritar com ela, puxá-la a força, foi um escândalo.

























O bonde é um personagem de Lisboa. Dentro desse personagem um outro: as condutoras, quase sempre moças bem bonitas com cabelos muito bem cuidados (claro, todo mundo olha mais pra isso nelas o tempo todo...)




















































































Esse bar era bem legal, uma sacada muito grande, com um barzinho tipo deck de navio vendendo drinks, cheio de sofás, camas, almofadas espalhadas, pessoas jogando xadrez, namorando, levando papo, um clima ótimo, quase tropical. A Monica olhou pro bar e disse "achei isso aqui uma grande sacada!" Quem vai negar...


































































Acho que a coisa mais legal que a gente fez em Lisboa foi ir ao Teatro Nacional D.Maria II, onde assistimos a uma peça bárbara, chamada Turismo Infinito, em cima de textos do Fernando Pessoa. Uma viagem. Eu até fotografei, mas fiquei com medo de colocar a foto aqui e ir preso. Mas muito legal, ótima cenografia, atores fantásticos, português de Portugal bem falado, e claro, textos incríveis do "P'ssoa". Destaque pra uma atriz que falou um texto chamado "Carta da Corcunda". Impecável.























































































Isso aqui é uma coisa curiosa, porque esse Castelo é dos pontos mais visitados de Lisboa, e grudado (grudado mesmo) nele, tem casas de pessoas. Então em alguns pontos você chega no muro e cai dentro do quintal e do quarto de uma dona Maria lá. Muito estranho...

































Eu não posso dizer que amei Lisboa (a Monica gostou mais do que eu). Acho que o barato desse povo não era a terra, mas o mar. Afinal um país que se chama PORTOgal já define aí seu business core, né... Por conta disso acho que eles empenharam seus esforços e sua tecnologia nas navegações e na minha opinião não desenvolveram uma arquitetura e um urbanismo tão sofisticado e encantador como o de outras capitais européias. Mas no mar eles se revelaram. Em Belém tem no chão um mapa das conquistas e é impressionante ver até onde eles chegaram em pouco mais de um século . A rigor, portugueses e espanhóis desenharam boa parte do mundo como nós o conhecemos hoje. (e tudo sem GPS!!)
Estar aí em Belém - o Cabo Canaveral de cinco séculos atrás - me emocionou muito. É muito louco imaginar que há mais de 500 anos um Pedro beijou sua esposa e disse "Maria, vou lá inventar o Brasil e já volto." e entrou numa nau, naquele mesmo lugar onde eu estava, pra singrar o mar e dar início à minha nação. Foi legal isso, tanto quanto também foi legal (para o bem e para o mal) ver as raízes da arquitetura brasileira, encontrar na Europa um pouco (ou muito!) de Salvador, de São Luiz, do centro do Rio, ou de São Paulo.
Mas a bem da verdade em terra (além do P'ssoa) nada me emocionou muito. A impressão que me deu é que para os portugueses navegar é preciso. Viver, não é preciso...





















































































































































































Procuramos com afinco histórias de portugueses falando bobagens como "tem, mas acabou" pra trazermos pro Brasil (como é a praxe há 500 anos), mas não encontramos. Chegamos à conclusão que é papo furado essa história de que português é burro. Por conta disso, eu e Monica resolvemos dar o troco, quebrar o paradigma da relação luso-brasileira e mandamos umas boas lá, claro, tudo de propósito... Quando estávamos chegando a Belém o motorista do táxi nos explicou sobre esse avião, uma homenagem ao primeiro vôo entre Lisboa e Rio de Janeiro. E o "Manuel" aqui teve a manha de perguntar pra ele: "é uma réplica?...". O português deve ter tido vontade de falar "não, oh, pá, é de verdade! Inclusive se puseres gasolina nele voltas agora mesmo para teu país, oh selvagem!"
Já a Monica em Porto deu sua contribuição, perguntando pra recepcionista do hotel se as caves de vinho do porto eram abertas pra turistas... Já essa moça deve ter tido vontade de dizer "Não, oh despolida, aqui em Porto criamos uma economia de pirâmide, e só vendemos vinhos do Porto pra quem é nascido cá em Porto. Se não tiveres certidão de nascimento daqui os seguranças não lhe deixam entrar na cave...".
Acreditamos que são essas pequenas atitudes que contribuem para o equilíbrio da relação entre os dois povos. Sugerimos que todos os brasileiros façam o mesmo quando visitarem a terrinha.























































Isso deve ser uma madame lisboeta indo de primeira classe de Lisboa para Porto... Lá na corte eles são muito chiques.








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